Por Redação

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O Irã atacou o Kuwait nesta quarta-feira (3), ferindo 63 pessoas no aeroporto internacional e matando uma. Em resposta, o governo kuwaitiano expulsou dois diplomatas iranianos e convocou o encarregado de negócios da embaixada do Irã, condenando o que chamou de "agressões contínuas e hediondas" de Teerã.
O ataque ao Aeroporto Internacional do Kuwait forçou o desvio de voos e causou danos severos a um dos terminais, segundo a Autoridade Geral de Aviação Civil. A Kuwait Airways reagendou voos previstos para esta quarta, mas retomou operações a partir de outro terminal após avaliação dos danos e adoção de medidas de segurança.
Os ataques também tiveram como alvo instalações civis e missões diplomáticas no país, segundo o Ministério das Relações Exteriores kuwaitiano. Os dois diplomatas iranianos foram declarados "persona non grata", expressão em latim usada quando um Estado sinaliza que determinada pessoa não é bem-vinda em seu território.
A ofensiva representa um agravamento do conflito no Oriente Médio. O Kuwait, país do Golfo rico em petróleo e aliado dos Estados Unidos, vinha registrando relativa estabilidade desde o cessar-fogo firmado com o Irã em 8 de abril. Antes do acordo, forças iranianas já haviam disparado mísseis e lançado drones contra o país e outros Estados da região.

