Por Redação

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A semana de estreia do longa Michael, cinebiografia sobre Michael Jackson, está dividindo os holofotes com uma polêmica envolvendo o rei do Pop. Quatro irmãos que foram próximos da estrela durante a infância afirmam terem sofrido abuso sexual e processam seu espólio após passarem anos defendendo o músico de outras acusações do tipo.
As informações são da Folha de S.Paulo. Uma reportagem feita pelo The New York Times, traz o depoimento de Dominic, Aldo, Marie Nicole e Eddie Cascio, filhos de antigos amigos do artista, que alegam que após anos compreenderam os abusos sofridos nas mãos do cantor.
A matéria foi publicada nesta sexta-feira (24), dia da estreia americana de "Michael". Segundo a publicação, há ainda um quinto irmão, que não pôde se juntar aos outros por motivos judiciais.
Segundo a reportagem, Micahel teria se aproximado das crianças através de seus pais, por frequentar um hotel em Manhattan gerenciado pela família.
Aldo, um dos irmãos, diz que Michael fez sexo oral nele quando ele tinha sete anos. Hoje, aos 35, o homem afirma que os abusos seguiram por anos. Quando o cantor queria fazer sexo, pedia às crianças que fossem com ele para um dos parques da Disney nos Estados Unidos, segundo Aldo. Já Marie Nicole Porte, hoje aos 37, diz que tinha 12 anos quando foi abusada pelo artista pela primeira vez. Dominic, de 39, afirma que Michael pedia para eles chuparem seus mamilos enquanto ele se masturbava.
Marty Singer, advogado do espólio do artista, disse ao jornal americano que o processo é uma tentativa desesperada de extorsão. A família Cascio estaria pedindo milhões no processo ao qual o The New York Times teve acesso.
A defesa de Michal chama a atenção para o fato de a família ter defendido o músico de acusações do tipo por mais de 25 anos —os irmãos disseram nunca terem vivido nenhum abuso em uma entrevista a Oprah Winfrey, em 2010, um ano após a morte do cantor.
Em 2020, porém, os irmãos procuraram o espólio de Michael para dizer que haviam sofrido abuso sexual. A família do cantor, então, firmou um acordo com os Cascio, que receberam cerca de cerca de US$ 16 milhões, cerca de R$ 80 milhões, ao longo dos últimos cinco anos. As acusações permaneceram em sigilo durante o período.
Mas os pagamentos foram interrompidos no ano passado, quando os irmãos pediram uma indenização maior. A briga, então, foi parar na Justiça.

