Por Francis Juliano

Foto: Reprodução / Blog do Valente
A volta da chamada "Guerra de Espadas" em Senhor do Bonfim, no Piemonte Norte do Itapicuru, pode ficar adiada para o próximo ano. A cinco dias da data [próxima terça-feira (23)], os termos do acordo ainda não foram cumpridos, que é a certificação e consequente homologação das espadas usadas no evento e o local para a realização da atividade.
Em nota enviada nesta sexta-feira (19) ao Bahia Notícias, o Ministério Público do Estado (MP-BA) informou que a certificação dos artefatos segue em curso após pedido de ajustes, o que na avaliação do órgão adia a realização da prática para 2027.
“No momento, está em andamento o processo de certificação do protótipo de espadas realizado pela Associação junto a uma fábrica mineira especializada. Ele está sendo avaliado pelo Senai de Minas Gerais, que solicitou ajustes. Após a certificação, o protótipo será encaminhado para homologação do Exército”, informou o órgão.
O outro ponto do acordo é a certificação do chamado "espadródomo". “O espaço passou por vistorias técnicas do Corpo de Bombeiros, que também avaliou o projeto de instalação. No entanto, a conclusão do procedimento aguarda o andamento do processo de certificação”, acrescenta o MP-BA.
Em dezembro do ano passado, o órgão, a prefeitura de Senhor do Bonfim e a Associação Cultural dos Espadeiros da cidade firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para retomada da guerra de espadas, atividade considerada tradicional do município.
Senhor do Bonfim é a primeira cidade a estabelecer um acordo para a volta da prática, que está proibida na Bahia. Desde 2017, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) mantém a atividade vetada no estado.

