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Margareth Rodrigues Costa toma posse como ministra do TST e amplia representatividade feminina na Corte



Por Redação
Foto: Divulgação


A desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) Margareth Rodrigues Costa tomou posse, na quinta-feira (7), no cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A solenidade administrativa foi conduzida pelo presidente da Corte, ministro Vieira de Mello Filho. Durante a cerimônia, Margareth Rodrigues Costa prestou o compromisso regimental, assinou o termo de posse e recebeu a comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, no grau Grã-Cruz.



A presidente do TRT-BA, desembargadora Ivana Magaldi, que participou da solenidade, afirmou: “É uma honra para todos os integrantes do TRT da Bahia testemunhar a promoção da desembargadora Margareth Costa ao cargo de ministra do TST, coroando uma trajetória marcada pela excelência, equilíbrio e compromisso com a Justiça do Trabalho. Sua posse representa o reconhecimento da força e da qualidade da magistratura trabalhista baiana em âmbito nacional.”



A nova ministra assume a vaga decorrente da aposentadoria do ministro Aloysio Corrêa da Veiga, ocorrida em outubro de 2025. Com a posse, o TST passa a contar com sete mulheres em sua composição. Dos 158 ministros que passaram ou integram atualmente a Corte Superior da Justiça do Trabalho, Margareth Rodrigues Costa é a 12ª mulher.



Designada para integrar a Sétima Turma e a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), a ministra declarou: “Ninguém chega ao TST sem trazer um grande lastro, uma história de vida dedicada à justiça. Costumo dizer que nós não temos nem lado, nem causa, nem interesses, nós temos ideais. E o maior ideal que me move ainda é a Justiça do Trabalho.” Ela também enfatizou: “A nós cabe atentar, observar, decidir, olhar os processos com todo critério, com todo cuidado, com toda integridade, sem nenhum tipo de parcialidade, com retidão, confiando que aqueles processos poderiam ser de qualquer um de nós.”



Sobre a presença feminina no Judiciário, Margareth Rodrigues Costa destacou a influência da mãe, a juíza do trabalho Rosalina Rodrigues, e afirmou: “Eu já trago uma história diferente, porque minha história traz mulheres no Judiciário. Em 1964, minha mãe já era juíza do trabalho. Chegar até aqui não é fácil, mas é possível. Quero que todas as mulheres se sintam encorajadas, com disposição, para seguir a carreira, para acreditar que conseguem.”



Segundo a ministra, a presença feminina amplia os olhares e contribui para uma Justiça mais plural e sensível às demandas da sociedade. “Temos as mesmas habilidades, muitas responsabilidades, diferentes atividades. Nos dividimos muito mais do que em qualquer jornada de seis, sete, quantos dias forem. É preciso recompor isso. Somos a maioria da população.”



Margareth Rodrigues Costa formou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1985. Iniciou a carreira jurídica em 1990, como juíza substituta. Em 1993, tornou-se juíza do trabalho titular da Vara de Jacobina (BA) e, posteriormente, atuou nas varas de Camaçari e de Salvador. Em 2014, foi promovida, por merecimento, a desembargadora do TRT-BA. Em 2022, foi convocada para substituir no TST.

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