Últimas Notícias

6/trending/recent

Hot Widget

Banner Promocional
Banner Promocional
Procure o Tipo de Noticia que Deseja

MDB explora desgaste de Kassab e tenta tirar PSD da vice de Tarcísio



Por Bruno Ribeiro | Folhapress
Foto: Agência Brasil


O MDB entrou na disputa -já congestionada por PL, PSD e PP- pelo posto de vice na chapa da campanha de reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos).


Dirigentes do partido avaliaram que as articulações eleitorais mais recentes de Gilberto Kassab (PSD) enfraqueceram sua sigla em São Paulo e abriram espaço para que outra legenda reivindique o cargo, atualmente ocupado por Felício Ramuth (PSD).


O tema foi discutido em um encontro na prefeitura da capital nesta segunda-feira (9), entre os principais nomes do partido no estado: o presidente nacional, Baleia Rossi, o estadual, Rodrigo Arenas, o municipal, Enrico Masasi, e o prefeito da capital, Ricardo Nunes.


À tarde, Rossi se reuniu com Tarcísio para discutir o cenário eleitoral, e havia expectativa, entre integrantes da legenda, de que ele se colocasse à disposição do governador como opção.


No final de janeiro, Kassab afirmou que era fundamental Tarcísio ter uma identidade própria em relação a Jair Bolsonaro (PL) e que uma coisa é gratidão, outra, submissão. No dia seguinte, Tarcísio disse ter uma relação de gratidão e amizade com o ex-presidente, "absolutamente nada a ver com submissão" e que Kassab tem "suas opiniões próprias".


O movimento do MDB paulista de aproximação com o governador segue a mesma dinâmica de partidos do centrão, que negociam alianças tanto com o bolsonarista em São Paulo quanto com a campanha de Lula (PT) para a Presidência.


O PP, de Ciro Nogueira, e o próprio Republicanos, partido de Tarcísio, se movimentam dessa maneira. Além disso, há expectativa, no PL, de que Kassab não declare apoio a Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra Lula.


No caso do MDB, a aproximação com Tarcísio tem como um dos objetivos dificultar as conversas que a sigla vem mantendo, no plano nacional, com integrantes da equipe de Lula. Conforme a Folha de S. Paulo informou no fim de semana, petistas já levaram ao presidente a possibilidade de convidar novamente o partido para a vice -mesmo com o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, ter tido participação direta de Michel Temer (MDB). Lula se mostrou receptivo à ideia.


A ala paulista da sigla, contudo, é refratária à proposta. "Não vejo a maioria do partido concordar com isso. Muito pelo contrário", disse Nunes à Folha de S. Paulo, na semana passada. O prefeito apostou na polarização nas eleições passadas e foi eleito com apoio de Jair Bolsonaro (PL).


Embora Baleia Rossi seja considerado o principal nome do MDB para um eventual cargo de vice de Tarcísio, um auxiliar avaliou que a medida poderia colocá-lo em risco de perder a presidência da sigla, ao contrariar parte da bancada no Congresso, que prefere manter proximidade com Lula.


Nesse cenário, integrantes do partido passaram a avaliar a possibilidade de convidar o vice-governador, Felício Ramuth, a se filiar ao MDB. Ex-prefeito de São José dos Campos, Felício é um ex-tucano que entrou no PSD a convite de Kassab para disputar as últimas eleições.


Essa alternativa ganha força, segundo um integrante do partido, diante da avaliação de que Tarcísio gosta do vice e preferiria uma solução que permitisse mantê-lo no posto.


Na sexta-feira passada, durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, o governador afirmou que a escolha do vice passará por uma costura que incluirá todos os aliados. "A gente vai tomar essa decisão lá na frente, a gente vai tomar essa decisão em conjunto."


O PL apresentou como opção o presidente da Alesp (Assembleia Legislativa), André do Prado, e argumenta que tem a maior bancada do Legislativo e o maior tempo de TV. Tarcísio já disse, em conversas com jornalistas, que o partido deve considerar também o apoio que dará à campanha de Flávio.


Já o PP deve ser representado na chapa pelo ex-secretário da Segurança Pública Guilherme Derrite, o que, na avaliação de integrantes da aliança, reduziria as chances de a sigla ficar com dois postos na candidatura.


SIMONE TEBET


A movimentação em torno da chapa também ocorre em meio ao processo de saída da ministra do Planejamento, Simone Tebet, do MDB, hoje considerada praticamente certa por aliados. A avaliação é que ela deve se transferir para São Paulo para disputar as eleições estaduais, independentemente do desfecho da negociação sobre a vice.


Tebet é cogitada como opção para o Senado, mas, diante da resistência do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), em enfrentar Tarcísio, também vem sendo avaliada como possível candidata ao governo

Leia o texto em voz alta:


Below Post Ad

REDES SOCIAIS