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Higienizar as mãos e cuidar da alimentação são formas de evitar virose no Carnaval



Por Patrícia Pasquini | Folhapress
Foto: Reprodução


O atendimento a casos de virose nos consultórios e prontos-socorros chega a amentar de 30% a 40% na época de Carnaval, segundo estima Gustavo Patury, gastroenterologista do Hospital Vila Nova Star, da Rede D'Or.


Os festejos expõem os foliões a várias fontes de contaminação por vírus, bactérias e parasitas causadores de gastroenterites (inflamação que acomete o estômago e os intestinos) e gastroenterocolites (estômago, intestino delgado e cólon). A forma de tratar é a mesma.


A aglomeração de pessoas, a não higienização das mãos após o uso dos banheiros químicos nos blocos de Carnaval, comidas de rua mal conservadas e manipuladas sem higiene adequada e o compartilhamento de bebidas, comidas e utensílios favorecem a transmissão dos germes.


O álcool em gel sozinho não é eficaz para sujeira visível, segundo o especialista. Ele orienta o folião que depender de banheiro químico a encontrar um local onde possa lavar as mãos com água e sabão.


"Não sabemos se essas latas de cerveja e refrigerante de ambulantes foram higienizadas de forma correta ou se realmente passaram por higienização. Não sabemos a procedência do gelo, que vira água. Se essa água estiver contaminada você infecta todas as latas e garrafas do isopor", alerta o médico.


O ideal é lavar os recipientes com água mineral e sabão antes de consumir a bebida. Nunca os coloque diretamente na boca. Utilize um copo ou canudo.


Alguns hábitos também prejudicam. Com o consumo excessivo de álcool perde-se a percepção de sede, o que aumenta o risco de desidratação. "Ao aproveitar a festa por dias seguidos e brincar até tarde você tem privação de sono e perda de imunidade, fica mais suscetível a infecções, sejam bacterianas ou virais", explica o médico.


O gastroenterologista Gustavo Patury dá algumas orientações. O cuidado começa na prevenção.


- Na rua, prefira se alimentar em locais que tenham uma rotatividade maior de alimentos;


- Lave as mãos com água e sabão, e depois use álcool em gel;


- Não compartilhe utensílios;


- Evite alimentos crus, gordurosos, maionese, molhos e as preparações que permaneçam muito tempo fora de refrigeração. "Se a maionese passou de duas, três horas sem refrigeração, já considero infectada", diz;


- Hidrate-se bastante antes, durante e após a folia. Beba água, sucos e isotônicos; Se consumir bebida alcoólica, intercale com água. Não espere sentir sede; Só compre gelo se souber a procedência. O mesmo vale para a água mineral de galão, que precisa ser higienizado antes de ser colocado no filtro;


- Lave garrafas e latas com água mineral e sabão (se possível) antes do consumo; Ao chegar em casa, tome banho, hidrate-se e faça uma refeição rica em frutas, legumes, verduras, carboidratos e proteínas para preparar o corpo para o dia seguinte;


Descanse.


Quais os sintomas das gastroenterites e gastroenterocolites?


Diarreia, náusea, vômito, dor abdominal, fraqueza, mal-estar, febre baixa.


"Os quadros virais são autolimitados. Não há tratamento específico e nem necessidade de tomar antibiótico. Eles curam sozinhos, geralmente de dois a cinco dias. O risco não é o vírus em si, mas a desidratação, por causa da diarreia e do vômito. Temos que ter atenção especial com crianças, idosos e doentes crônicos", afirma o especialista.


As infecções de causa bacteriana são piores. Os episódios de diarreia podem ultrapassar dez vezes ao dia, com sangue nas fezes. A febre é alta, a dor abdominal intensa. O paciente precisa ir ao pronto-socorro para receber antibiótico.


"Se você tem uma diarreia que persiste por mais de cinco dias, procure atendimento médico imediato", orienta o gastroenterologista.

Leia o texto em voz alta:


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