Por Mauricio Leiro

Foto: Divulgação
O PDT realizará nesta terça-feira (27), no Rio de Janeiro, uma convenção nacional que poderá definir os rumos do partido após as eleições deste ano. Entre os principais assuntos estão a possibilidade de formação de uma federação partidária, fusão ou incorporação com outras legendas. Presidente do PDT na Bahia e reeleito para o quinto mandato na Câmara, o deputado federal Félix Mendonça Júnior afirmou que o encontro será decisivo para discutir o futuro da sigla e sua atuação no cenário político brasileiro.
Em conversa com o Bahia Notícias, Félix destacou que a convenção também discutirá outros temas, entre eles a conjuntura nacional após o segundo turno da eleição presidencial. O encontro acontecerá a partir das 14h, na sede da Fundação Leonel Brizola–Alberto Pasqualini, no Rio de Janeiro, em formato híbrido, permitindo a participação presencial e virtual dos convencionais. A convocação do evento foi assinada pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.
Uma das possibilidades em discussão é a formação de uma federação com o PSB, partido que integra a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na Bahia, a legenda socialista não conseguiu eleger deputados estaduais neste ano e conquistou apenas uma cadeira na Câmara Federal, com a reeleição de Mário Negromonte Júnior.
O PDT, por sua vez, reelegeu Félix Mendonça Júnior para a Câmara e conquistou cinco cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) (AL-BA). Uma eventual federação entre as duas legendas abriria uma nova discussão sobre a divisão de espaços políticos e o comando da estrutura partidária no estado.
Questionado sobre quem poderia presidir a federação na Bahia, Félix afirmou que ainda é cedo para tratar do assunto. "A prioridade, neste momento, é definir nacionalmente o caminho que será seguido pelo PDT. Temos conversado com diversos partidos", declarou o deputado.
Outra alternativa que circula nas articulações é uma aproximação com o Avante, comandado na Bahia por Ronaldo Carletto. A legenda saiu das urnas fortalecida no estado, com três deputados federais e cinco estaduais eleitos. A urgência das negociações está relacionada à cláusula de desempenho eleitoral. O PDT não alcançou, sozinho, os requisitos estabelecidos para as eleições deste ano, o que compromete seu acesso ao Fundo Partidário e à propaganda partidária gratuita no rádio e na televisão.
Para superar a cláusula em 2026, os partidos precisavam eleger pelo menos 13 deputados federais distribuídos por nove unidades da federação ou alcançar 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara, com votação mínima de 1,5% em nove unidades da Federação.
O PSB, diferentemente do PDT e do Avante, conseguiu superar a cláusula de desempenho. Por isso, uma união com os socialistas surge como alternativa para fortalecer a estrutura nacional pedetista.
Além de discutir as alternativas partidárias, a convenção poderá autorizar a Executiva Nacional a concluir negociações e aprovar manifesto, estatuto, programas regionalizados e até o nome de uma eventual federação. O encontro ocorrerá dois dias depois do segundo turno presidencial, quando o PDT terá um cenário político mais definido para avaliar suas alianças e estratégias para os próximos anos.

