Por Redação

Foto: Montagem Splash/UOL
A venda da Warner Bros. Discovery para a Paramount Skydance virou alvo de uma ação movida por 12 dos 50 estados norte-americanos. O processo foi protocolado em Oakland, na Califórnia, nesta segunda-feira (13). O argumento principal sustenta que a aquisição reduziria a concorrência, aumentaria preços e ampliaria o poder de um único grupo sobre o cinema e a televisão no país, criando quase que um monopólio. Esta ação representa uma nova frente contra um negócio que já foi aprovado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, mas que ainda aguarda outras avaliações regulatórias. Também questiona judicialmente as suspeitas de que a estreita ligação da família Ellison, controladora da Paramount, com o presidente Donald Trump teria influenciado o governo federal a não contestar a operação.
A transação chega a US$ 110 bilhões se somadas as dívidas assumidas. A coalizão pede uma liminar para congelar o negócio, o que pode gerar atrasos custosos, estimados em US$ 650 milhões por trimestre em pagamentos a acionistas.
A nova empresa controlaria cerca de 27% da distribuição de filmes nos EUA e 30% dos grandes lançamentos. O receio é de que a concentração eleve os preços das assinaturas e reduza a diversidade de conteúdo. Menos estúdios significam menos poder de negociação para atores, roteiristas e técnicos, além do risco de demissões em massa para reduzir custos, já que a Paramount prevê um corte de US$ 6 bilhões. Além disso, a união colocaria sob a mesma direção gigantes do jornalismo como CNN e CBS News, aumentando temores de interferência política.
Larry Ellison, cofundador da Oracle e pai de David Ellison (CEO da Paramount Skydance), é um aliado próximo de Donald Trump. Por isso, os estados questionam se essa relação influenciou a decisão do governo federal de não contestar a operação inicialmente.
Já a Paramount argumenta que a fusão é necessária para ganhar escala e competir com gigantes de tecnologia como Netflix e Amazon. A empresa afirma que a união irá reforçar o setor, com a intenção de lançar cerca de 30 filmes anuais após a fusão.

