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Funcionária de prefeitura baiana relata perda de R$ 400 mil com jogos de azar



Por Redação
Foto: Reprodução / Calila Notícias


Uma funcionária da prefeitura de Conceição do Coité, na região sisaleira, relatou ter perdido mais de R$ 400 mil em jogos de azar ao longo de quase três anos. O depoimento, divulgado nas redes sociais, ganhou repercussão ao expor os prejuízos financeiros e pessoais associados ao vício em apostas online.



Segundo o Calila Notícias, a mulher, que se identifica como Chantele Oliveira, é casada e mãe de três filhos. Para ela, a decisão de tornar o caso público tem como objetivo alertar outras pessoas sobre os riscos desse tipo de prática. De acordo com o relato, o envolvimento com jogos de azar começou em 2022, período em que estava desempregada e tinha como única fonte de renda um benefício social. No entanto, a situação teria se agravado no ano seguinte.



Ela afirma que um ganho elevado influenciou na intensificação do comportamento. Após compartilhar o resultado nas redes sociais, outras pessoas passaram a acessar plataformas de apostas por meio de um link divulgado por ela, o que aumentou seus ganhos e, consequentemente, o tempo dedicado aos jogos.



A servidora também relatou surpresa ao identificar que pessoas próximas enfrentavam situações semelhantes, inclusive perfis que, segundo ela, não imaginava estarem envolvidos com apostas.



Outro aspecto revelado foi a facilidade de acesso às plataformas digitais, já que há a possibilidade de jogar por meio de aplicativos, com pagamentos e recebimentos via Pix, contribui para a expansão da prática. No âmbito familiar, Chantele afirmou que o marido chegou a participar inicialmente, mas decidiu interromper ao perceber os riscos, pedindo que ela também parasse. Apesar disso, ela continuou jogando de forma escondida.



Ainda no depoimento, ela contou que o comportamento passou a ocorrer em momentos de isolamento, como durante a noite, quando os familiares estavam dormindo. Ela afirma ter comprometido o próprio salário, deixado de cumprir obrigações financeiras e recorrido a justificativas falsas para ocultar a situação.



Com o agravamento do quadro, as dívidas se acumularam. A servidora relata que chegou a buscar empréstimos informais, incluindo com agiotas, sem conseguir quitar os valores.



Em determinado momento, afirmou ter considerado medidas extremas, mas decidiu pedir ajuda ao marido. A servidora disse que ele vendeu um carro para auxiliar no pagamento das dívidas. Ainda assim, continuou jogando de forma oculta após o ocorrido.

Leia o texto em voz alta:


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