Por Redação

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Apesar da derrota no Bafta, Wagner Moura não deixou sua participação no Oscar britânico passar despercebida.
Em entrevista à revista Deadline, o baiano exaltou a democracia brasileira e afirmou que o Brasil voltou a ser uma nação que compreende a importância estratégica da cultura.
"O Brasil é novamente um país democrático e, portanto, é um país que acredita que a cultura é uma coisa importante. Como o Kléber disse, temos um sistema que financia a cultura que funciona muito bem e nunca deve ser destruído, do jeito que era quando estávamos com Bolsonaro" disse Moura.
Esta não é a primeira vez que o ator fala sobre política para veículos internacionais. A Jordan Klepper, apresentador do talk show americano The Daily Show, o baiano afirmou que sem Bolsonaro, 'O Agente Secreto' não existiria.
"O filme nasce a partir da perplexidade compartilhada por mim e Kleber Mendonça Filho [diretor do filme] diante do que estava acontecendo no Brasil entre 2018 e 2022. Este homem, eleito democraticamente, veio para trazer de volta valores da ditadura militar para o Brasil do século XXI. Quando elegemos um presidente de extrema-direita em 2018, esse homem foi como uma manifestação física desses ecos."
Apesar da derrota no Bafta, o longa brasileiro já acumula mais de 56 troféus em 36 premiações, incluindo melhor diretor e melhor ator no Festival de Cannes, na França. A produção concorre ao Oscar em 4 categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco.


